18 dez 17

Governo registra aumento no estoque de emprego e queda na desocupação

Dados das principais pesquisas sobre emprego do país mostram uma pequena reação na taxa de ocupação.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (CAGED), em outubro de 2017 houve expansão no estoque de posições com carteira assinada. Com a criação de 76.599 postos de trabalho, a variação foi positiva de +0,20% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, houve expansão de 0,79% em relação a dezembro de 2016. Entretanto, o resultado dos últimos 12 meses ainda é de retração, de -0,76% em relação a outubro de 2016.

Tais números demostram que a recuperação do emprego formal ainda mostra-se em fase bastante inicial vis-a-vis a forte crise enfrentada pelo mercado de trabalho no período 2015/2016.

O Caged também classifica os setores da economia que se destacaram positivamente no período. As principais altas foram no comércio e indústria de transformação, com alta de 0,42% (37.321 empregos) e 0,45% (33.200 empregos), respectivamente. As principais retrações foram nos setores de construção civil e agropecuária, ambos com queda de -0,22% (-4.764 e -3.551 empregos, respectivamente.

Na comparação entre as regiões do país, o Nordeste apresentou o maior crescimento, com 37.801 novos postos e alta de 0,60%, seguido pelo Sul com 21.444 postos, e expansão de +0,30%.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma taxa de desocupação de 12,2% no trimestre encerrado em outubro, com recuo de 0,6 em relação ao trimestre anterior. O IBGE classifica como pessoas ocupadas, todas aquelas que exercem qualquer atividade remunerada, mesmo que informalmente. Segundo a pesquisa, uma das principais contribuições para a queda na taxa de desocupação foi o aumento de 2,9% no número de trabalhadores domésticos, com 177 mil postos a mais em relação ao trimestre anterior.

Outras categorias que apresentaram crescimento, de acordo com o IBGE foram empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada mais 254 mil pessoas nesta condição com crescimento de 2,4% em relação ao trimestre anterior. Entre os trabalhadores por conta própria o crescimento de 1,4% na comparação com o trimestre de maio a julho de 2017 significou mais 326 mil pessoas nesta condição.

As categorias que mostraram aumento, na metodologia do IBGE foram: Construção (2,5% ou mais 169 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2% ou mais 311 mil pessoas) Serviços domésticos (2,8% ou mais 173 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação estatisticamente significativa.

Um dos aspectos que contribui para esta retomada no nível de ocupação é sazonal, já que nos meses mais próximos do final do ano há um aquecimento típico da economia. Ao mesmo tempo, em termos conjunturais, espera-se que após o período fortemente recessivo vivido pelo país, ocorra uma saída da recessão. Tanto em termos sazonais quanto em termos conjunturais, chama a atenção que a elevação da ocupação ocorra inicialmente por meio da contratação de pessoas assalariadas mas sem vínculo formal. Este fenômeno sinaliza que a recuperação do mercado de trabalho pode ser mais lenta do que a desejada.


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